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Fonte: [ A Crítica ]
Via: [ Genizah ]
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Se não me engano, nossa igreja tem uma reputação de ser bastante teológica. Sei que por isso muitas pessoas têm vindo à nossa igreja. E imagino por que algumas pessoas têm saído dela, ou nem sequer nos procuraram. Mas nenhuma igreja deveria se desculpar por falar e gostar de teologia. Contudo – isto é uma importante advertência – se somos arrogantes com a nossa teologia, se a nossa paixão doutrinária é simplesmente um objetivo intelectual eticamente duvidoso, ou se somos completamente desproporcionais em nossos afetos para com outras doutrinas não tão consideráveis, então que o Senhor nos repreenda. Não devemos ficar surpresos se a teologia receber uma péssima classificação em tais circunstâncias.
Mas quando se trata de pensar, alegrar-se e edificar uma igreja sobre fundamentos bíblicos saudáveis, deveríamos todos desejar uma igreja profundamente teológica. Eu poderia citar muitos motivos para pregar teologicamente e muitos motivos para pastorear uma congregação que ama teologia. Vou citar seis:
Deus se nos revelou na sua palavra e nos deu o seu Espírito para que pudéssemos compreender a verdade. Obviamente, não precisamos dominar todos os temas das Escrituras para sermos cristãos. Deus é gracioso para salvar muitos de nós com falhas de discernimento. Mas se temos uma Bíblia, sem mencionar os empecilhos materiais quando se trata de recursos impressos, por que não gostaríamos de entender o máximo possível da auto-revelação de Deus? Teologia é saber mais de Deus. Você não gostaria que sua igreja conhecesse mais de Deus?
O Novo Testamento dá muito valor ao discernimento entre a verdade e o erro. Há um depósito de verdade que deve ser resguardado. Falsos ensinamentos devem ser lançados fora. Os bons ensinamentos devem ser promovidos e defendidos. Isso não acontece com alguns candidatos a Ph.D. insensíveis que se consomem diante de microfichas. Foi a paixão dos Apóstolos e do próprio Senhor Jesus que elogiou a igreja em Éfeso por ser intolerante com os falsos mestres e que odiava o comportamento dos Nicolaitas.
Os mandamentos morais do Novo Testamento são fundamentados em proposições teológicas. Tantas epístolas de Paulo têm uma estrutura dupla. Os capítulos iniciais apresentam doutrina e os capítulos posteriores nos exortam à obediência. Doutrina e vida estão sempre conectadas na Bíblia. É por causa das misericórdias de Deus, à vista de todas as realidades sólidas teológicas em Romanos 1-11, que somos convocados a entregar nossas vidas como sacrifícios vivos em Romanos 12. Conheça a doutrina, conheça a vida. Nenhuma doutrina, nenhuma vida.
Categorias teológicas nos capacitam mais e nos fazem regozijar mais profundamente na glória de Deus. Verdades simples são maravilhosas. É bom cantar hinos simples como “Deus é bom. Sempre!” Se você cantar isso com fé sincera, o Senhor se agrada. Mas ele também se agrada quando podemos cantar e orar sobre exatamente como ele tem sido bom conosco no plano da salvação e no alcance da história da salvação. Ele se agrada quando nos gloriamos na obra completa de Cristo, quando descansamos em sua providência todo-abrangente, e nos maravilhamos na sua infinitude e auto-existência; quando podemos nos deleitar em sua santidade e meditar na sua Trindade e Unidade e nos maravilhar com sua onisciência e onipotência. Estas categorias teológicas não têm a intenção de nos encher a cabeça, mas nos dar corações maiores que adoram com mais profundidade e sermos mais altos porque pudemos ver melhor o que há em Deus.
A teologia nos ajuda e nos ensina a nos regozijar mais profundamente nas bênçãos que são nossas em Cristo. Repito, é doce saber que Jesus nos salva dos nossos pecados. Não há notícia melhor do que essa no mundo. Mas como seu deleite será mais completo e mais profundo se você compreender que a salvação significa eleição pela graça de Deus, expiação para cobrir seus pecados, propiciação para desviar a ira divina, redenção para comprá-lo para Deus, justificação diante do trono do julgamento de Deus, adoção na família de Deus, santificação constante pelo Espírito, e glorificação prometida no fim dos tempos. Se Deus nos deu tantas e tão variadas bênçãos multiplicadas em Cristo, não lhe ajudaria a honrá-lo compreendendo quais são elas?
Até mesmo (ou seria especialmente) os que não são cristãos precisam de boa teologia. Eles não se entusiasmam quando ouvem uma pregação ordo salutis seca. Mas quem deseja pregações secas seja sobre lá o que for? Se você pode falar de maneira simpática, apaixonada, e simplesmente sobre as bênçãos da vocação verdadeira, da regeneração e da adoção, e sobre como todas essas bênçãos que se encontram em Cristo, e sobre como a vida cristã é nada mais nem menos do que aquilo que somos em Cristo, e como isto significa que Deus realmente deseja que sejamos sinceros, quando nascidos de novo e não como éramos nascidos no pecado – se você der tudo isso aos que anão são cristãos, e o der explicitamente, você lhes dará uma porção de teologia. E, se o Espírito de Deus estiver operando, eles poderão simplesmente voltar para buscar mais.
Não existem motivos para qualquer igreja ser algo menos do que robustamente teológica. As igrejas continuarão sendo de todos os formatos e tamanhos. Mas “sem teologia”, ou pior, “anti-teológicas” elas não deveriam ser.
- Sobre o autor: Kevin DeYoung é o pastor da University Reformed Church em East Lasing, MI, EUA. Obteve sua graduação pelo Hope College e seu mestrado pelo Gordon-Conwell Theological Seminary. É autor de diversos livros, preletor em conferências teológicas e pastorais, é cooperador do ministério “The Gospel Coalition” e mantém um Blog na internet “DeYoung, restless and reformed”. Kevin é casado com Trisha com quem tem 4 filhos.
Traduzido por: Yolanda Mirdsa Krievin
Fonte: [ Editora Fiel ]
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Existe um senso de responsabilidade para estudarmos a teologia? Quem precisa de teologia? São perguntas que precisam ser respondidas.
Cada ser humano é um ser moral. Todos têm o dever de estudar e crer nos ensinos da Escritura Sagrada. John L. Dagg comenta que as faculdades morais com as quais o homem foi dotado adaptam-no para um estado de sujeição ao governo moral. Nossas mentes foram constituídas de tal maneira que somos capazes de perceber uma certa qualidade moral nas ações, podendo nós aprová-las ou desaprová-las. A consciência de termos feito o que é direito oferece-nos um de nossos mais elevados prazeres; a angústia do remorso, por causa de alguma maldade praticada é tão intolerável como qualquer outro sofrimento ao qual o coração humano é susceptível.
A nossa consciência exerce um certo governo moral, recompensando-nos ou castigando-nos pelas nossas ações, de acordo com o seu caráter moral. Grande parcela de nossa felicidade depende da aprovação daqueles com quem estamos associados. E assim, encontramos o governo moral tanto fora como dentro de nós mesmos; a cada ponto, em nossas relações com outros seres inteligentes, sentimos as restrições desse império moral. Onde se acham os limites do governo moral? Eles precisam ser tão extensos quanto as nossas relações com outros seres morais e tão duradouros como a nossa própria existência. (…) Na qualidade de seres religiosos, procuremos compreender as verdades da religião. Na qualidade de seres dotados de imortalidade, esforcemo-nos por nos familiarizar com a doutrina da qual depende a nossa felicidade eterna. Tenhamos o cuidado para não aceitar essa verdade com um frio entendimento, mas de tal maneira que o seu pode renovador jamais cesse de atuar em nossos corações. [1]
Não podemos ignorar que existe um disseminado sentimento negativo contra o estudo sistemático das Escrituras. Em alguns redutos evangélicos esta mentalidade é difundida e confundida com a verdadeira espiritualidade. Uma espiritualidade irracional, em que o Espírito Santo somente age onde a mente não atrapalha! Isto é um dos resultados pós-modernos do existencialismo, que é uma reação tardia ao racionalismo. Este “sentir” e “experimentar” tem se tornado o critério da verdade, que passa a ser subjetiva e não verificável. Assim, a sociedade pós-moderna tem seu cenário preparado por esta sutil mentalidade. Este sentimentalismo rejeita qualquer elaboração doutrinária que dependa da lógica, como se esta fosse algo puramente carnal, e não uma dádiva de Deus, para o correto raciocínio das matérias sagradas. John R.W. Stott escreveu que “crer é também pensar”.
O presbiteriano escocês James Orr, seguindo este mesmo raciocínio, há tempos observa que todos devem estar cientes de que há nos dias de hoje um grande preconceito contra doutrina – ou, como é muitas vezes chamada – “dogma” – na religião; uma grande desconfiança e aversão ao pensamento claro e sistemático a respeito de coisas divinas. Os homens preferem, não se pode deixar de notar, viver em uma região de nebulosidade e indefinição com relação a esses assuntos. Querem que seu pensamento seja fluido e indefinido – algo que possa ser mudado com os tempos, e com as novas luzes que eles acham estarem constantemente aparecendo para iluminá-los, continuamente adquirindo novas formas e deixando o que é velho para trás. [2]
O preconceito contra a dogmática não acabou apesar de James Orr ter feito esta afirmação há um século atrás. A verdadeira espiritualidade é ensinada em alguns círculos evangélicos como se fosse algo despido de teologia. Teólogos recentes como Stanley J. Grenz e Roger E. Olson também fazem o mesmo desabafo realizamos numerosos retiros, seminários e oficinas para cristãos leigos e pastores e notamos que estão abertos para o estudo sério e para a reflexão sobre a Palavra de Deus à luz de temas atuais. Verificamos, porém, um fenômeno estranho: entre as mesmas pessoas famintas de entendimento e que contribuem com descobertas maravilhosas alastra-se a frieza tão logo se pronuncie a palavra “teologia”. [3]
Mas, qual é a resposta para a fatídica questão: quem precisa de teologia? Embora a resposta possa parecer um tanto que estranha, ela é simples: todos! Não somente cristãos, mas os incrédulos, ateus, agnósticos, e demais adeptos de qualquer religião não cristã! Todos precisam ouvir de forma inteligente e coordenada a clara e vigorosa pregação do Evangelho. A teologia trabalha com a sistematização da revelação registrada: a Escritura Sagrada. Todos têm o dever e a necessidade de aprender do único e verdadeiro Deus. O Senhor se revela de modo geral a todos (Sl 19:1-6).
Mas, Ele também se revela de modo especial, através das Escrituras (Sl 19:7-14). Entretanto, este segundo modo de Deus se dar a conhecer não deve ser restrito aos que crêem nEle. A principal diferença destes dois modos de Deus se revelar, é que a revelação especial é proposicional, enquanto que a geral não o é, mas o conteúdo da revelação, independentemente do seu modo, tem o propósito de que todos conheçam o seu Ser, e tremam diante da Sua majestade. Todos precisam de uma cosmovisão que seja fiel àquilo que a Bíblia, que é a Palavra de Deus diz.
Curiosamente esta rejeição da teologia não torna o indivíduo isento de ser um teólogo! A diferença não é entre teólogos e não-teólogos, mas entre teólogos acadêmicos e pragmáticos, teólogos coerentes e outros inconsistentes. O fato de um animal não reconhecer o seu próprio reflexo diante de um espelho, não significa que aquilo que vê seja outro animal! Do mesmo modo, alguém que despreza a “teologia” não anula o fato que ele seja um teólogo! Por isso, todos são teólogos. Grenz e Olson nos adverte que “ninguém que reflita sobre as perguntas cruciais da vida escapa de fazer teologia. E qualquer um que reflita sobre as questões fundamentais da vida – incluindo perguntas sobre Deus e nossa relação com ele – é teólogo”. [4] Neste sentido até mesmo os ateus são teólogos, por desejarem negar esta relação através dum raciocínio falacioso sustentando que Deus não existe.
Alguns cristãos crêem que a sua sinceridade os livrará do erro doutrinário. Freqüentemente tenho a impressão de que os crentes em geral consideram a sinceridade de atitude como sendo mais importante do que o conteúdo da crença. Não se deprecia a necessidade de ser sincero; nenhuma pessoa sensata crê que a sinceridade deva substituir o conhecimento da verdade, pois elas não estão em contradição. O resultado desastroso de se crer numa falsidade, não importando quão sincera seja a pessoa, é que quanto maior for o grau da sinceridade, mais horrendas serão as conseqüências. Toda crença tem conseqüência, e uma convicçã
o errada sustentada com sinceridade trás dolorosas seqüelas.
Esta rejeição em alguns cristãos existe porque os seus pastores implantam-na.
Felizmente, temos pastores defendendo a necessidade de se estudar sistematicamente teologia com a igreja, mas que por falta de sabedoria, ou preparo adequado, usam uma linguagem técnica pesada e indigerível para a maioria das pessoas. Acabam exercendo o seu pedantismo teológico criando um enorme abismo entre os crentes e o estudo proveitoso da teologia. O pedantismo deve ser rejeitado como uma manifestação do orgulho (1 Co 8:1), mas o saber responsável da teologia é uma necessidade vital para a saúde da igreja.
Mas, por outro lado há pastores que após o término do seu curso teológico, abandonam o estudo sério. Outros tomam uma atitude pior, desprezam todo estudo na pseudopiedade de uma versão distorcida do “somente a Escritura”. Acerca disto Lewis S. Shafer comenta que como bem poderia um médico descartar os seus livros de anatomia e terapêutica assim também o pregador pode rejeitar os seus livros sobre Teologia Sistemática; e visto que a doutrina é a estrutura óssea da verdade revelada, a sua negligência deve resultar numa mensagem caracterizada por incerteza, imprecisão e imaturidade.[1]
Aos presbíteros docentes, Deus os chamou para serem pastores-mestres (Ef 4:11). Pastorear não é somente visitação! É zelar da igreja e alimentá-la com a substanciosa Palavra de Deus. É nutrir o rebanho com alimento que procede da “boca de Deus” (Dt 8:3). Todo trabalho pastoral depende direta e indiretamente do correto manuseio da Palavra de Deus. Entretanto, há pastores que embora não desprezam a teologia, falam dela como se fosse um acessório do ministério pastoral e da igreja, que pode ser facilmente ignorado, ou usado só quando for realmente necessário! Essa dicotomia não somente é estranha, mas confusa. O fato de não usarmos a linguagem técnica teológica, não significa que estamos com isso abandonando a teologia.
O apóstolo Pedro nos ordena “santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós “(1 Pe 3:15). Segundo este texto, a formulação teológica em seu dever moral deve indispensavelmente conter:
A teologia é uma exigência inevitável para se exercer a inteligência cristã. A teologia tem o objetivo de fornecer a relação sistematizada de informações extraídas da Bíblia. A verdade deve sempre ser tratada com um raciocínio coordenado para produzirmos respostas claras e inteligíveis, porque crer é também pensar. O filósofo cristão Gordon H. Clark observa que o inquiridor pergunta por uma razão, ou, como podemos dizer, ele pergunta pela lógica de nossa esperança; e precisamos estar preparados para dar a lógica e razão da nossa fé. Não somente conceder tal réplica, mas manter com santa dignidade e importância a mensagem cristã, e as perguntas que nos são feitas, tornando-as uma oportunidade que não podem ser desperdiçadas. [6]
A teologia é o resultado confessional de nossa cosmovisão. Cada cristão deve ser capaz de expor com síntese, mas com conteúdo, o que crê. Como entendemos e interpretamos a realidade ao nosso derredor? Posso ter certeza do que conheço? De que modo aceitamos os acontecimentos que produzem o sofrimento? Que significado tem a minha existência?
Vigiemos contra o nosso sutil orgulho. O saber é para servir a Deus e edificar a Igreja. O princípio “maior é o que serve” continua irrevogável. A falta de humildade demonstrará uma teologia enferma (1 Co 8:1-3). Não podemos esquecer que o Deus imutável ainda resiste ao soberbo, mesmo em sua forma pedante. Se a nossa teologia não produz humildade e santificação, certamente ela não procede de Deus e não edificará a sua Igreja.
Uma teologia que não pode ser orada, é uma teologia impossível de ser praticada, e que não deve ser ensinada. Estudar a sistematização das doutrinas da Escritura Sagrada deve resultar em santificação. John L. Dagg observa que o estudo da verdade religiosa deveria ser empreendido e continuado com base no senso de dever, tendo como escopo o aprimoramento do coração. Uma vez aprendida, essa verdade não deveria ser guardada em uma estante, como se fosse um objeto de pesquisa; mas deveria ser implantada profundamente no coração, onde o seu poder santificador pode ser sentido. Estudar teologia com o propósito de satisfazer à curiosidade ou de preparar-se para uma profissão, seria um abuso, uma profanação daquilo que precisa ser considerado como extremamente santo. [7]
Todo o cuidado com o odium theologicum ainda é pouco! Ao adotar uma posição o estudante de teologia não deve alimentar um sentimento de inimizade ao tratar as demais opiniões contrárias. O sumário de toda sistematização da Escritura foi concedida pelo Senhor Jesus quando disse: “amarás ao Senhor, teu Deus… e o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12:29-31). Qualquer teologia que se desvie deste princípio, errou o alvo!
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Fonte: 1ª Igreja Presbiteriana de Porto Velho
Sobre o autor: Rev. Ewerton B. Tokashiki é pastor da Igreja Presbiteriana de Porto Velho e professor de Teologia Sistemática no Seminário Presbiteriano Brasil Central – extensão Ji-paraná-RO, e de Teologia da Reforma e Seminários Temáticos (Cosmovisão e Pós-modernismo) na Faculdade Metodista de Teologia de Porto Velho.
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Fonte: [ Blog do Pastor Márcio de Souza ]
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“Desta vez, temos o sagrado e o profano, a babel das religiões, passando pelo funk carioca, o axé da Bahia e as atrações evangélicas”.
Diante disso, a pastora (…) respondeu:
Eu poderia citar os ensinos hereges que essa igreja tem disseminado, relembrar do episódio no qual a pastora (…) engatinhou como um leãozinho ou quando caiu ao ser tocada por um “pastor super-poderoso” finlandês, mas não adianta mais bater na mesma tecla, já que uns já estão mais que conscientes sobre isso e condenam, e outros preferem continuar voluntariamente cegos e omissos em relação à Verdade do evangelho.. Sendo assim, quero falar mais especificamente sobre o que tem ocorrido nos últimos meses.
Semanas atrás houve o tão famigerado “Festival Promessas”, que gerou uma grande discussão no meio cristão por ter muitos defensores e muitos opositores (como eu). Nesse Festival cheio de idéias alheias ao que a bíblia ensina (como um “troféu” em forma de “Arca da Aliança”), uma galera dentre os “astros go$pel” participou usando o argumento de divulgarem o evangelho pra uma renca de gente, mas quem não é tonto (e nem se esforça pra ser) percebeu que era tão somente uma chance de divulgar o trabalho deles de forma massiva.
É interessante observar que alguns (não sei se todos) eram funcionários da “Som Livre” (que pertence à Globo), então o festival (que inclusive de forma anticonstitucional teve apoio financeiro da prefeitura do Rio de Janeiro) foi a solução ideal para que os “astros go$pel” divulgassem seus trabalhos e ao mesmo tempo a Globo aproveitava para investir nesse mercado que tem arrecadado bilhões de reais anualmente.. Um plano muito eficiente!!
Foi engraçado ver que das 200.000 pessoas esperadas só foram 10%, e foi triste saber que o evangelho genuíno não foi pregado, mas isso já era de se esperar.
O que foi divulgado pelos astros go$pel foi aquele falso evangelho que promete muitas coisas (vide o nome do festival), mas que não cobra ninguém.. Não é o evangelho que prega o “negar-se a si mesmo” ou o “carregar a cruz“, e sim aquele das “bênçãos com sabor de mel”. Um lixo!!
Teve até o Malafaia aproveitando a boquinha pra fazer propaganda do seu material (e descaradamente dizer que foi Deus que abriu as portas da Globo pra eles pra não entrar em contradição com seus tantos comentários contra essa rede).
Enfim, sobre esse Festival já houve muita discussão, então quero atentar para esse último acontecimento envolvendo o grupo Diante do Trono.
“Desta vez, temos o sagrado e o profano, a babel das religiões, passando pelo funk carioca, o axé da Bahia e as atrações evangélicas”.
Se você é cristã(o) é acha normal essa mistura escancarada entre sagrado e profano, leia cuidadosamente esse texto aqui:
Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas?
Que harmonia entre Cristo e Belial? Que há de comum entre o crente e o descrente?
Que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos? Pois somos santuário do Deus vivo. Como disse Deus: “Habitarei com eles e entre eles andarei; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”.
Portanto, “saiam do meio deles e separem-se“, diz o Senhor. “Não toquem em coisas impuras, e eu os receberei”
“e lhes serei Pai, e vocês serão meus filhos e minhas filhas”, diz o Senhor Todo-poderoso.
(2 Coríntios 6:14-18)
Porém, o que essa “atração go$pel” fez ao admitir participar dessa miscelânea foi simplesmente menosprezar o poder de Deus e negar as instruções que foram deixadas a nós cri
stãos.. Ao se tornarem uma fonte de renda no mercado go$pel para uma rede que não hesita em denegrir a imagem do evangelho, o grupo está traindo a crença que diz professar.
A pastora (…) teve a chance de dizer ao apresentador do programa que o evangelho é contrário a muitas das práticas que a rede divulga e de pregar sobre a exclusividade de Jesus na salvação humana, mas ela preferiu agradecer por ser uma parte da “torre de babel religiosa”.
Ela se satisfez em fazer o público cantar e dançar as músicas, achando que isso é grande coisa, como se ao fazer isso as pessoas estivessem agradando a Deus.. E é pastora (…)
Mendigando não, isso é o que ela dá a entender no texto sobre A Rede Globo, a Babilônia e a Pérsia, mas sendo ela uma funcionária da rede toda essa história perde o sentido..
Creio que em breve eu faça um artigo especificamente sobre esse “texto-muleta” que ela divulgou, mas que não se encaixa no contexto atual.
Se você é um(a) dos que acha que “o importante é que o evangelho está sendo pregado“, eu te digo que esse evangelho fajuto deve ser considerado maldito (Gálatas 1:8-9) e certamente esses que o estão espalhando serão julgados por isso.
Um “evangelho” que não prega arrependimento e não aponta os pecados como condenáveis pode ser qualquer coisa menos cristianismo.
Pra terminar, um brinde à falta de compromisso para com o evangelho verdadeiro, daqueles que manipulam a massa de manobra evangélica ignorante e/ou omissa!!!
Todos os evangélicos sincretistas estão convidados a participar dessa festa e celebrar as migalhas concedidas pela rede que é tida como a “toda-poderosa”, e que agora pretende se aproveitar dessa parceria para aumentar mais ainda essa “soberania”.
Tudo isso e todos esses são parte de algo que já foi anunciado há milênios:
“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.”
(Mateus 24:24)
Que Deus nos ajude!!
Fonte: [ Barrabas-livre ]
Via: [ Ministério Batista Bereia ]
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